quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Iveco avança com chassis de ônibus


Montadora vai na contramão e cresce no segmento de transporte de passageiros


Iveco Daily miniônibus (azul), Cityclass adaptado para o Caminho da Escola e o chassi S170
Às vésperas de completar seu primeiro ano de operações no Brasil, a divisão Iveco Bus já comemora os resultados do avanço da marca no segmento de transporte de passageiros. Lançada oficialmente na Fetransrio, realizada em outubro de 2014, a montadora decidiu reunir sob o mesmo leque os negócios de chassis de ônibuse criar uma equipe própria de gestão, separando-a da alçada de caminhões, a exemplo da estrutura que mantém há anos na Europa, onde é a segunda maior do mercado com participação de 20%. Por aqui, mas também visando os demais países da América Latina, a empresa vem trabalhando de forma mais coordenada para oferecer diferentes soluções de aplicação para os modelos minibus Daily, micro-ônibus City Class e o mais recente lançamento, o chassi S170, de 17 toneladas, cuja categoria detém cerca de 60% do mercado doméstico de ônibus.

“Acreditamos que o primeiro ano em operações no Brasil indica que, investindo no melhoramento contínuo dos produtos e no incremento do nosso portfólio, vamos repetir esse sucesso [da Europa] no País”, afirma Humberto Spinetti, diretor de negócios da Iveco Bus para a América Latina.

O gerente comercial da Iveco Bus, Ricardo França, lembra que a chegada do S170 impulsionou fortemente a entrada da empresa no mercado de ônibus convencional, sendo o principal responsável pelo crescimento de 120% das vendas de chassis da marca no Brasil no período de janeiro a agosto deste ano na comparação com iguais meses do ano passado, passando de 406 para 895 chassis. 

“Fazemos um balanço bastante positivo desse quase primeiro ano completo. Já tínhamos a percepção de que o mercado seria menor em 2015 e nossa preocupação era a de direcionar a marca Iveco Bus com produtos que trazem importantes benefícios e que estão sendo provados pelos nossos primeiros clientes. Esses primeiros resultados superaram nossas expectativas: nossa meta para o primeiro ano era uma market share de 5% e já estamos em 7%. Em um ano, subimos da 5ª para a 4ª posição do ranking no mercado M3 [veículos a partir de 5 toneladas até os articulados]”, revela.

França conta que a relação custo x benefício é a principal característica procurada pelos clientes durante as prospecções de novos negócios. Desde que foi lançado, o S170 já roda em pelo menos 12 frotistas que operam em diferentes cidades do País, em quatro das cinco regiões. A fim de conduzir um trabalho de melhoras contínuas de produto, a equipe de pós-venda tem acompanhado de perto o desempenho do veículo em alguns dos clientes e, de acordo com dados fornecidos pelos próprios frotistas, os novos ônibus concederam economia de até 5% do consumo de combustível para as operações.

“Isto é possível graças ao conceito de downspeeding que confere ao motor FPT N67 o desempenho de um motor de seis cilindros com a calibragem de torque de um quatro cilindros: isso representa menor consumo sem perder a potência, porque ele opera em baixa rotação. Para algumas aplicações, ‘sobra’ motor, para outras, é suficientemente adequado e robusto ”, explica o gerente comercial da FPT Industrial, Maurício Neto.

O pacote de soluções oferecido pela empresa também tem garantido o bom desempenho das vendas do modelo S170, reforça França: “Sabíamos que neste ano as coisas mudariam de figura a partir das novas regras do Finame PSI, anunciadas no fim do ano passado. Com isso, criamos condições de financiamento a partir do Banco CNH, que oferece a mesma taxa de juros da linha de financiamento do BNDES em contratos de CDC para a parcela que o banco não financia mais, uma vez que o Finame passou a subsidiar 70% ou 50% dos veículos, conforme o porte do cliente.”

Para ajustar o portfólio às necessidades, a Iveco realiza o trabalho constante de desempenho do veículo no cliente. “Com isso, conhecemos de perto a eficiência do que projetamos e a partir da ótica do frotista, que lida com a operação diariamente, tanto a urbana como a rodoviária, coletamos informações e sugestões do que está bom e do que pode ser melhorado. Tudo é levado para o CDP (Centro de Desenvolvimento de Produto), aqui mesmo, em Sete Lagoas, onde a equipe de engenharia projetou o S170”. 

Ele espera que com a aproximação da marca no mercado de 17 toneladas, que no Brasil representa mais de 60% do mercado de ônibus, a Iveco possa brigar para superar a participação de 5% mercado deste nicho conforme o projetado anteriormente. “Temos que aguardar o fechamento do ano, alguns movimentos trazem expectativas bastante positivas, como a nova licitação do transporte público que está para sair na cidade de São Paulo. Percebemos outras ações do mercado geral da América Latina, ansioso pelo S170, como Paraguai e Costa Rica que já manifestaram algum interesse.” 

Sobre o que espera do próximo ano, França analisa que o processo de recessão ao qual o Brasil está passando não estará totalmente solucionado em 2016, mas aposta que a inovação de algumas frotas será inevitável. “Acredito que para este ano, o mercado nacional de ônibus feche com 17 mil unidades. Em 2016, estamos trabalhando com algo em torno de 18,5 mil chassis. É uma pequena melhora, mas é positiva”, finaliza. 

PENSANDO NO FUTURO

Além do aperfeiçoamento dos produtos que já oferece ao mercado, a Iveco começa a expandir suas experiências de veículos com propulsão alternativa. É o caso do miniônibus Daily 100% elétrico, que acaba de chegar ao Brasil para um período de testes. Desenvolvido na Europa, o chassi é equipado com sistema modular que comporta até quatro baterias de sódio e níquel Fiamm Sonick Z5 que alimentam um motor elétrico de corrente alternada, controlado por um inversor de potência resfriado a água. 

“A Daily elétrica já roda na Europa. No Brasil, não é uma tecnologia que o mercado está pedindo, mas trouxemos para entender a aplicabilidade da operação e o impacto na infraestrutura”, afirma Fabio Nicora, gestor da área de inovação da Iveco para a América Latina. Ele acrescenta que o veículo apresenta autonomia de 100 quilômetros com carga cheia, demora até oito horas para recarregar e a bateria tem vida útil de cinco anos. 

O projeto da van 100% elétrica faz parte do programa que integra testes de desenvolvimento de trações alternativas na Iveco. Já há veículos da marca, incluindo caminhões, em testes com GNV (gás natural veicular), até 40% de etanol no ciclo diesel e veículos movidos a biometano com motor FPT.

A Iveco também prepara a expansão de sua parceria com a encarroçadora Neobus a partir de um novo modelo de negócio a ser anunciado em breve.

Fonte: SUELI REIS, AB l De Sete Lagoas (MG). http://automotivebusiness.com.br/noticia/22640/iveco-avanca-com-chassis-de-onibus?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Newsletter+Automotive+Business+-+9%2F9%2F2015

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Agrale monta primeiros chassis em São Mateus


São fornecidos à fábrica da Volare na mesma cidade do Espírito Santo


Agrale informa que iniciou esta semana a montagem dos primeiros chassis de ônibus emSão Mateus (ES) para abastecer a Volare, divisão de fabricação de micro-ônibus da Marcopolo que inaugurou fábrica na mesma cidade capixaba em dezembro passado . Assim as duas empresas replicam no Espírito Santo a mesma relação comercial que mantêm há décadas em Caxias do Sul (RS), onde ambas estão sediadas. 

A linha de montagem da Agrale em São Mateus começa a operar provisoriamente em um pavilhão arrendado, no bairro São Benedito, onde será construído seu novo complexo industrial. “Como ainda dependemos da obtenção de autorizações legais para a construção da fábrica, para atender o planejamento de iniciar as operações em 2015 decidimos locar um pavilhão para começar a produzir”, explica Hugo Zattera, diretor-presidente da Agrale. Ele acrescenta que o ritmo de produção depende da programação da Volare, podendo chegar a oito chassis/dia. O primeiro chassi montado no Espírito Santo é para o ônibus W9 Urbano da Volare. 

Segundo a Agrale, toda a sua linha de produtos será produzida na nova unidade industrial, que será construída em terreno de cerca de 400 mil metros quadrados, tendo na primeira fase 10 mil metros quadrados dedicados para as instalações fabris, além de uma pista para teste e desenvolvimento de veículos. Contará também com centro de treinamento e distribuição de peças. Além de atender a Volare, o objetivo é também ficar mais próximo dos mercados do Sudeste e do Nordeste, diminuindo os atuais custos logísticos. 

Com previsão de investimento de cerca de R$ 40 milhões até a execução total do projeto, a fábrica capixaba deverá gerar aproximadamente 200 novos empregos diretos. A previsão é começar a operar na nova planta até o fim de 2016. A unidade de São Mateus será a quinta unidade produtiva da Agrale, das quais três estão em Caxias do Sul e uma na Argentina, na província de Buenos Aires.

Fonte: REDAÇÃO AB http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/22773/agrale-monta-primeiros-chassis-em-sao-mateus
IPOJUCATUR ADQUIRE NOVOS MICRO-ÔNIBUS MARCOPOLO SENIOR Imagens e fotos de carro








Veículos serão utilizados no transporte de passageiros fretamento e turismo.
A Marcopolo está finalizando a produção de 13 unidades de micro-ônibus rodoviário para a empresa Ipojucatur, da cidade de Osasco, São Paulo. Os veículos, do modelo Senior Turismo, serão utilizados para o fretamento de funcionários da Bradesco Seguros.
Segundo Paulo Corso, diretor comercial da Marcopolo, a Ipojucatur é um cliente que sempre busca configurações personalizadas para o melhor atendimento aos seus clientes. “Devido ao trânsito caótico das grandes cidades, como São Paulo, a operadora de transporte optou pelo Senior. Um veículo de dimensões menores, que proporciona maior agilidade, com acabamento e requinte de um rodoviário”, explica o executivo.
Com diferentes configurações internas – com e sem sanitário -, os veículos desenvolvidos para a Ipojucatur possuem capacidade para transportar 22 ou 26 passageiros sentados em poltronas do modelo Executiva 910. Equipado com chassi VW 9.160, conta ainda com sistemas de ar-condicionado, monitor LCD, DVD, TV Digital e internet sem fio (Wi-Fi), além dos veículos já seguirem as tendências das modernidades dos ônibus rodoviários G7, tais como, poltronas, porta-pacotes e decoração interna.
O Senior foi desenvolvido para proporcionar ao frotista o menor custo operacional entre os modelos comercializados no mercado nacional e internacional. Seus componentes de manutenção periódica foram projetados para garantir baixo custo e facilidade de reposição
Fonte:  http://planetcarsz.com/artigo/ipojucatur-adquire-novos-micro-onibus-marcopolo-senior#sthash.Ode1SFiL.dpuf

Marcopolo forneceu 30 ônibus para a Verde Transportes, de Cuiabá


Marcopolo forneceu 30 ônibus rodoviários para a Verde Transportes, operadora de Mato Grosso. Com diferentes configurações, os Viaggio 1050, Paradiso 1200 e Paradiso 1800 Double Decker serão utilizados em viagens regulares e de turismo. 

As unidades do Paradiso 1800 Double Decker usam chassi Mercedes O 500RSDD 2741, têm 54 lugares, monitores de cristal líquido, tomadas para recarga de celulares e câmera de ré como itens de destaque. Os Paradiso 1200 utiliza chassi Mercedes O500RSD 2436, levam 46 passageiros e também foram equipados com monitores de cristal líquido. 

Os Viaggio 1050 entregues foram montados sobre chassi Volvo B270F e transportam 44 passageiros. Todos os modelos vendidos têm ar-condicionado. A Verde transporta mais de 150 mil pessoas por ano.

Fonte: REDAÇÃO AB http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/22788/marcopolo-entrega-30-unidades-a-verde-transportes?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Newsletter+Automotive+Business+-+6%2F10%2F2015

Veículos serão utilizados em viagens intermunicipais e interestaduais
A Marcopolo forneceu 30 novos ônibus rodoviários para a Verde Transportes, uma das principais operadoras de transporte do Mato Grosso. Com diferentes configurações, os veículos, dos modelos Viaggio 1050, Paradiso 1200 e Paradiso 1800 Double Decker, serão utilizados em viagens intermunicipais e interestaduais e de turismo.
Com a aquisição de diferentes modelos, a Verde Transportes tem como objetivo oferecer serviços de elevado padrão de qualidade, conforto e segurança para os passageiros nas diversas rotas que opera, no Mato Grosso e em outros Estados do território nacional.
As seis unidades do Paradiso 1800 Double Decker, com chassi Mercedes-Benz O 500RSDD 2741, contam com 54 poltronas semileito 1060 Super Soft com descansa-pernas regulável, sistema audiovisual com monitores LCD, tomadas para carregamento de celulares e iluminação decorativa. Possuem ainda vidros colados, sistema de ar-condicionado Spheros, sanitário no piso inferior, bebedouro, geladeira sistema de gravador de imagem com dois pontos, câmera de ré, painel de instrumentos com acabamento soft touch e camarote para o motorista auxiliar com sistema de ar-condicionado.
A Verde Transportes também adquiriu 16 unidades do modelo Paradiso 1200, com chassi Meredes-Benz O500RSD 2436, com capacidade para transportar 46 passageiros em poltronas semileito 1060 super soft com descansa-pernas regulável. Os veículos contam com ar-condicionado Spheros, sistema audiovisual com monitores LCD, sanitário, vidros colados, bebedouro, geladeira, painel de instrumentos com acabamento soft touch e poltrona pneumática com apoio de cabeça e descansa braço para o motorista.
As oito unidades do Viaggio 1050 têm chassi Volvo B270F e capacidade para transportar 44 passageiros em poltronas Executiva 1060. Contam com vidros colados e sistema de ar-condicionado Spheros, além de sanitário, bebedouro e poltrona pneumática com apoio de cabeça para o motorista.
Tradicional transportadora de passageiros, a Verde Transportes transporta mais de 150 mil pessoas por ano com regularidade, segurança, pontualidade e conforto. A empresa também oferece aos clientes salas Vips em diferentes pontos do Mato Grosso ao Pará.

Fonte: http://www.segs.com.br/veiculos/61965-marcopolo-forneceu-30-onibus-para-a-verde-transportes-de-cuiaba.html

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Mercedes desenvolve motor-gerador para Eletra


Ônibus superarticulado híbrido também pode rodar como trólebus


Dual Bus pode operar como trólebus onde houver rede aérea
A Mercedes desenvolveu para a Eletra um motor-gerador de seis cilindros para aplicação no chassi superarticulado O 500 UDA de 23 metros, com quarto eixo direcional. Chamado de Dual Bus e com tecnologia Eletra, o veículo é considerado híbrido. Quando utiliza apenas as baterias, a versão é um elétrico puro. 

Também pode ser usado como trólebus, operando em áreas com rede aérea quando necessário. O modelo híbrido reduz significativamente a emissão de poluentes, que chega a zero na operação com o motor-gerador desligado. 

“A escolha pelo superarticulado O 500 UDA proporciona maior facilidade de operação, aspecto importante nas estações e terminais de passageiros”, afirma Curt Axthelm, gerente sênior de marketing de produto da Mercedes-Benz do Brasil. 

O Dual Bus está no 11º Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos, que ocorre até 26 de setembro no Expo Center Norte, em São Paulo. O chassi superarticulado é utilizado nos principais corredores de ônibus do Brasil e já teve mais de 900 unidades vendidas. Na cidade de São Paulo ele se torna cada vez mais comum desde que começou a circular, no primeiro semestre de 2013. Pelo comprimento e capacidade de passageiros (quase 60 sentados e mais de 100 em pé), vem tomando espaço dos biarticulados.

Fonte: REDAÇÃO AB http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/22741/mercedes-desenvolve-motor-gerador-para-eletra?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Newsletter+Automotive+Business+-+25%2F9%2F2015

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Mercedes-Benz lança versão de câmbio automatizado com retarder


Sistema é de série nos chassis de ônibus O 500 RSD 2441 e O 500 RSDD 2741


A Mercedes-Benz passa a oferecer o câmbio automatizado PowerShift GO 240 de 8 marchas em duas versões para o chassi O 500 aplicado ao ônibus rodoviários: com ou sem retarder, sistema auxiliar que funciona em conjunto com o freio do veículo, aumentando significativamente a segurança.

A caixa automatizada com retarder passa a ser item de série para os modelos O 500 RSD 2441 6x2 e O 500 RSDD 2741 8x2 e opcional para os chassis O 500 RS 1836 e O 500 RSD 2436 6x2. A versão sem retarder está disponível como opcional para os modelos O 500 RS 1836 e O 500 RSD 2436 6x2.

“Estas soluções de avançada tecnologia oferecem um elevado conforto para os motoristas, com menor consumo de combustível e maior durabilidade do veículo. Como resultado, diminui os custos operacionais, assegurando uma excelente rentabilidade operacional para os nossos clientes”. 

De acordo com Curt Axthelm, gerente sênior de marketing de produto ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, a introdução de novas tecnologiaa amplia o leque de possibilidades para que os clientes configurem seus ônibus de acordo com suas demandas, tipo de operação e condições de topografia onde atuam. “Estas soluções de avançada tecnologia oferecem um elevado conforto para os motoristas, com menor consumo de combustível e maior durabilidade do veículo. Como resultado, diminui os custos operacionais, assegurando uma excelente rentabilidade operacional para os nossos clientes.” 

A transmissão PowerShift foi desenvolvida especialmente para aplicação em ônibus rodoviários e pode ser operada nos modos automático ou manual, dependendo da preferência do condutor. A manopla está localizada num console no assoalho junto ao banco do motorista. 

Devido à eletrônica embarcada, o sistema de gerenciamento da caixa automatizada escolhe sempre a melhor marcha para a operação, o que resulta em menor consumo e em maior segurança contra operações inadequadas, além de baixo desgaste da embreagem.

Fonte:  REDAÇÃO AB http://www.automotivebusiness.com.br/noticia/22642/mercedes-benz-lanca-versao-de-cambio-automatizado-com-retarder?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Newsletter+Automotive+Business+-+10%2F9%2F2015
 

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Adoção de novas tecnologias dependerá de ações do poder público


Montadoras pedem financiamentos mais atrativos para ônibus limpos


Ônibus 100% elétrico da BYD fabricado no Brasil terá opção de compra sem entrada
A adoção em massa de novas tecnologias de propulsão para ônibus como alternativas mais eficientes e limpas no transporte público de passageiros no Brasil dependerá exclusivamente de novos e inteligentes modelos de financiamento. Esta foi a direção encontrada pelos participantes do último debate do Seminário Nacional 2015, na quinta-feira, 3, pela NTU, Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, no ExpoTransamérica, em São Paulo.

“A única maneira do empresário investir em novas tecnologias é ter acesso a esse investimento”, disse o gerente de mobilidade urbana da Volvo, Airton Amaral. “Além disso, os operadores ainda não aderiram [às novas tecnologias] porque entenderam que o risco é maior que o próprio resultado. A tecnologia existe, está madura, mas é natural que os empresários esperem sempre um pouco mais, principalmente por um cenário seguro para adquirir.” Ele lembrou que a montadora já oferece no Brasil os chassis híbridos (propulsão elétrica e de combustão a diesel) fabricados na unidade de Curitiba (PR).

O executivo defendeu que é necessário que o poder público indique certa permanência de tais incentivos a fim de gerar segurança para que indústria e empresários possam investir em veículos mais modernos e menos poluentes. Ele cita o caso do Proálcool, que, quando em vigor, a montadora havia desenvolvido motores capazes de rodar com combustível composto por 85% etanol e 15% diesel. “O problema é que o programa foi abandonado. O mesmo aconteceu depois, com algo parecido para o gás”, lembrou.

Para o analista de marketing da MAN Latin America, Roberto Pavan, a implantação de sistemas abastecidos por ônibus modernos esbarra na falta de subsídio governamental que pague a diferença do valor entre o custo de produção e operação. “Aqui no Brasil o grande problema é que quem paga a conta é o passageiro. Se não tiver poder público estimulando essas tecnologias, estaremos ainda bem longe delas se tornarem mais reais nas ruas, sejam eles híbridos, 100% elétricos, movidos a etanol, a biodiesel, a diesel de cana ou mesmo os equipados com células de combustível [hidrogênio], todos com testes em andamento ou concluídos no País.” 

Vale lembrar que já existe a linha de financiamento PSI, do BNDES, com taxas de juros de 6,5% ou 7% ao ano, dependendo do porte da empresa, para o financiamento de ônibus híbridos e elétricos ou ainda outros modelos de tração elétrica, o que foi considerado pelos debatedores uma proposta interessante, embora ainda não tenha conseguido atrair o operador. 

Adalberto Maluf, diretor de marketing da BYD, defende a criação de outras alternativas diferenciadas para o financiamento desses veículos para que possam, mesmo que de maneira gradativa, começar a fazer parte das frotas. A empresa, que é de origem chinesa, é a primeira a erguer uma fábrica dedicada à produção de ônibus elétricos no Brasil. A unidade de Campinas (SP) tem inauguração prevista para a primeira semana de outubro próximo.

“A prova de que essa mudança tem que partir de um diálogo profundo e aberto do empresário com o poder público está em um caso que aconteceu em Curitiba: uma empresa pediu à gestão do município a incisão de menos impostos, porque o elétrico paga cinco vezes mais impostos que o veículo convencional. Não faz sentido penalizar um produto se ele é mais limpo e salva vidas.” 

O executivo se refere a um estudo da Escola de Medicina da USP que aponta resultado alarmante: “A pesquisa sobre os efeitos diretos da poluição do ar em São Paulo mostra que as pessoas que moram nesta cidade podem perder em média até 3,5 anos de vida por causa de doenças ligadas à exposição direta a essa poluição. Mobilidade sustentável diz respeito à novas tecnologias, meio ambiente, mas também a saúde pública. Por que não incluir na conta o custo de R$ 246 milhões anuais da saúde pública de São Paulo nos ganhos que um transporte público efetivamente menos poluidor pode trazer no longo prazo?” 

Ele revela que a BYD lançará em parceria com financiadoras (bancos privados) um modelo de financiamento para a venda de seus ônibus elétricos sem entrada, que poderá ser dividida em parcelas que perdurem entre 8 e 12 anos, dependendo da operação do cliente.

“O operador pagará a entrada com a economia que fará de combustível. É uma forma que vimos de superar essa dificuldade de tomar crédito pelo BNDES, que precisa ter uma entrada de 30% no mínimo”, disse.

Os debatedores defenderam ainda um modelo de financiamento a ser apresentado ao poder público que ofereça taxa de juros mais atrativas para veículos convencionais caso o lote contemple a aquisição de pelo menos uma unidade de ônibus, como o híbrido, o 100% elétrico ou qualquer outra tecnologia menos poluente. 

“Todas as montadoras têm tecnologias disponíveis ou em curso de desenvolvimento/testes, focadas tanto no meio ambiente quanto na eficiência da mobilidade. Já demos uma grande contribuição com o Euro 5: observamos uma redução de 60% a 80% da emissão de material particulado depois que introduzimos essa nova tecnologia por aqui. É fato que precisa fazer a análise profunda dos efeitos desses modelos no sistema operacional – que não têm grandes segredos -, mas principalmente na saúde pública e no meio ambiente. Análise que deve ser abrangente de tal forma a contribuir para traçar um modelo ideal de renovação de frota”, contribuiu o gerente sênior de marketing de produto ônibus da Mercedes-Benz, Curt Axthelm.

Fonte: SUELI REIS, AB http://automotivebusiness.com.br/noticia/22622/adocao-de-novas-tecnologias-dependera-de-acoes-do-poder-publico?utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Newsletter+Automotive+Business+-+4%2F9%2F2015